Gestalt-terapia e suas possibilidades

Maria Célia Bini - Lages - SC

Trata-se de um relato de trabalho acadêmico de estágio supervisionado em processos clínicos, realizado na clínica-escola das Faculdades Integradas FACVEST, tendo como abordagem de trabalho a Gestalt-Terapia. Trabalhou-se com uma cliente do sexo feminino, que estava sendo tratada por uma psiquiatra por cerca de um ano e meio, e foi diagnosticada com síndrome do pânico - com comorbidade em TOC, fobia social e fobias específicas. Sofria de desmaios diários, passava seus dias em cima da cama - com janelas e portas fechadas - não freqüentava locais onde tivessem pessoas, praticava rituais de limpeza compulsivamente, havia necessidade de controlar o ambiente, não ficava sozinha, não comia e nem pegava em ovos, não olhava e nem chegava perto de animais com penas, não ficava dentro de carros quando parados em semáforos, entre outros sofrimentos. O processo terapêutico trabalhado fez com que a cliente reconhecesse suas características individuais, de modo a recuperar o senso do “eu”, da tomada de consciência do momento presente, e permitindo que ela entrasse em contato com suas emoções e dando um significado para elas. Como havia uma constante evitação de contato, foram trabalhadas as possibilidades de aware, com intuito de buscar uma nova visão global do ser e estar no mundo e novas formas de entrar em contato. O fechamento de gestalts não acabadas, que a deixavam em situação de busca, e a impediam de liberar o fluxo natural de comportamentos, foi se tornando uma realidade, num processo gradativo de tomada de consciência e por conseqüência as mudanças de comportamento.
Maria Célia Bini - acadêmica do curso de psicologia do Centro Universitário Barriga Verde - UNIBAVE, mcelia_bini@hotmail.com.
co-autora Profª. MSc. Priscila Schneider